Sobre

Há alguns meses atrás terminei a leitura do Thursday Murder Club, o primeiro de uma série do apresentador britânico Richard Osman, que também tem uma versão brasileira adaptada como “Clube do Crime”. Leitura leve, humor inglês e reviravoltas impressionantes para uma obra recente.

Experiência da Leitura

Adquiri a versão britânica da editora Penguin Books ao acaso em uma livraria, li as primeiras paginas e vi que tinha potencial, é um livro compacto para o dia a dia. Não tive problemas em gerenciar tempo para a leitura, para quem gosta do genêro de mistério/suspense investigativo vai gostar desse.

Tem o link desse primeiro livro na amazon também: https://amzn.to/3LsMAgs

E deixo aqui uma observação que existe outra edição que acredito ser a americana, eu adquiri sem saber, é um pouco mais simples a capa e as dimensões do livro são maiores.

O LIVRO

A estória se passa em uma casa de repouso de luxo no interior da Inglaterra chamada “Coopers Chase”, os personagens são idosos que estabeleceram residência nesse lugar, está na contracapa inclusive mas eu comecei a ler o livro na livraria sem ter visto o resumo na contracapa e estava me questionando porque os personagens eram tão expressivos como crianças, isso acrescentou um bom toque de humor nas cenas e uma surpresa não proposital que nas páginas seguintes é descrito a atividade para idosos e foi onde eu percebi do que se tratava.

Em Coopers Chase além do espaço luxuoso e confortável no interior bretão, há diversas atividades recreativas para os seus moradores, em um dos salões recreativos da construção os moradores podem reservar um tempo para suas próprias atividades, aí que vem o nome do livro, só havia horário às quintas feiras, então ficou Clube do Assassinato das Quintas feiras. Onde o grupo que vamos acompanhar no livro abordam crimes que não foram solucinados, por enquanto apenas crimes encontrados em um perdido de arquivos velhos, até que um crime verdadeiro acontece…

Membros do clube: Elizabeth, Ron, Ibrahim, Joyce.

Para quem está acostumado ao inglês americano, o livro contém uma série de palavras ao estilo reino unido que servem como ornamento para a descrição de cenários, sensações, interações que podem passar despercebidas, que foi o meu caso em alguns momentos, se eu busco uma leitura que agregue no meu cotidiano eu não vou me prender no entendimento, enquanto outras palavras despertaram minha curiosidade, mas segue minha recomendação de ignorar alguns termos caso não faça sentido e continuar pois a leitura vale a pena e assim evita procrastinação.

Tem uma série de reviravoltas no roteiro que te prendem, mesmo tendo que pausar a leitura por algum motivo, eu ainda queria continuar, o que é um bom sinal para um livro interessante em um mundo onde a dopamina é competitiva.

Minha opinião: Não se trata de uma obra imortal da arte literaria, mas em nenhum momento tentou ser, tem um valor mais simples para o cotidiano, abordou questões sobre o tempo humano, brincou com isso, e terminou. Para o genêro em que a obra se propôs a representar, ele é um ótimo livro, tanto para a prática da lingua inglesa quanto para entretenimento, de fácil compreensão e encaixa na realidade moderna em que temos pouco tempo então precisa ser uma boa decisão a ser tomada. Em alguns momentos do livro, os personagens em seus próprios pensamentos desabafam sobre sua experiência, existe um silêncio em torno do que eles expressam que eu considero a peça chave da trama ser imersiva, um mundo com pessoas, essas pessoas tem vida, e tem um crime.

O FILME

Em conjunto com a Netflix, o livro foi adaptado para um longa metragem, com atores de renome entre eles Helen Mirren, Pierce Brosnan, Ben Kingsley entre outros, a direção ficou por conta de Chris Columbus que tem no curriculo a adaptação de Harry Potter, o que me motivou a assitir o filme no dia do lançamento.

Minha opinião: Nem sempre um filme vai conseguir passar todas as sensações que o livro faz, o autor teve um trabalho a mais para conseguir fazer nós leitores termos algum interesse pelos personagens e como se relacionam naquele mundo, o que eu vejo impossível reproduzir tal efeito em um produto com 2 horas de duração apenas. E este é o ponto de estranheza do filme para mim, os cenários são lindos, atuações impecáveis, mas para quem leu deu essa sensação, o autor que inclusive participou do roteiro provavelmente entendeu isso e fez algumas alterações na estória do filme (então o final é diferente do livro em alguns atos), cortou personagens, criou personagens, mudou o destino de personagens. Isso para mim mostra que a adaptação teria muito mais valor como série do que um filme, são muitos pontos que precisam ser tratados para causar o impacto que o livro causou, então não considero um filme ruim, inclusive fica a minha recomendação (depois de ler o livro por favor), mas não chega na intimidade que traz o livro.

[CONTINUA] (Já estou lendo o segundo da série, “The Man Who Died Twice”)